Olá amigo (a) leitor (a),

Muitas vezes as pessoas com transtorno bipolar também tem sintomas de ansiedade ou de transtornos de ansiedade. Na depressão bipolar é muito comum a crise vir carregada de ansiedade, entretanto a casos em que o bipolar na verdade está experimentando sintomas do transtorno de ansiedade, portanto seria uma doença adicional que deve receber cuidados a parte.

A ansiedade é mais prevalente no transtorno bipolar do que com depressão unipolar e a incidência entre os transtornos do espectro bipolar é maior do que a da população em geral. Portanto a ansiedade está intimamente ligada ao transtorno bipolar do humor, como carne e unha.

Os sintomas de ansiedade são evidentes no corpo e na mente. Sempre que a resposta ao medo é proporcional à ameaça estamos falando de uma reação normal inerente ao ser humano. O problema é quando as reações ao medo são desproporcioanais. Causando ora agressividade excessiva, ora causando paralisação diante das demandas da vida. É quando a ansiedade (o medo) tomou conta do individuo ao ponto dele mudar o comportamento, e isso lhe trouxesse os mais diversos prejuízos.

Eu tenho uma opinião formada sobre a “agrassividade” do bipolar: Ela está relacionada ao “medo”. Identificar esse medo é uma passo muito importante para remediar a situação. Por detrás de muitas grosserias que bipolar causa, está escondido um medo. Eu particularmente quando estou de mal humor já vou logo observando como foram os meus dias antecedentes a crise na tentativa de encontrar um “motivo” ( um medo) que eu possa enfrentar. Ao menos é uma tentativa, pois reconheço que tem momentos que não dá para analisar as questões de uma maneira digamos: mais sóbria.

Isso ocorre quando a ansiedade é tão grande que vem acompanhada de sintomas mais severos. Do tipo: dor no corpo, tonturas, falta de ar, dor de cabeça, visão turva, diárreia, fraqueza entre outros. Neste casos o “medo” já se instalou de tal maneira que reconhecé-lo só é possível com ajuda médica. E talvez com essa ajuda médica podemos detectar se os sintomas se tratam de transtorno bipolar do humor e/ou transtorno da ansiedade.

O fato é que para ambas as situações seja ansiedade proveniente do transtorno bipolar do humor, ou do transtorno de ansiedade há tratamentos eficazes. A questão é que se detectamos que algo saíu do controle temos de agir rápido, pois ansiedade tem tendência a crescer e nos incapacitar. Particularmente eu sofri de ansiedade generalizada há alguns anos, e tive que me ausentar do trabalho por 3 meses. Isso porque aos primeiros sinais de ansiedade eu simplemenste não me dei conta. Até que a crise estorou... Resolvemos a questão e retornei ao trabalho.

Um dos diversos sinais que fui apresentando ao longo do tempo foi o relacionado a concentração. Gradativamente minha concentração no trabalho foi diminuindo ao ponto de eu simplesmente não conseguir entender o que estava fazendo. Os erros no trabalho foram crescendo. As broncas dos chefes também, e com isso perdi a produtividade. Acredito que o aspecto da concentração é algo que podemos monitorar e informar o nosso médico. Isso pode nos ajudar a evitar uma crise de ansiedade severa. Outro sinal foram episódios de diárreia. A principio achei que tinha haver com minha alimentação, ou até mesmo um problema de intoxicação alimentar ou algo do gênero. Mas não! Isso tinha haver com sintomas da ansiedade (como fui descobrir posteriormente). Era estranho porque as crises tinham hora de acontecer, eu ía ao banheiro sempre antes de sair para trabalhar, e quando conseguia chegar ao local, geralemente tinha que ir ao banheiro novamente. Confesso que foi muito difícil na época. Mas que bom que teve solução.

Enfim, que possamos monitorar nossos medos e agir antes que seja tarde. Eu acredito (como experimentei) no sucesso dos tratamentos medicamentosos nesses casos.

Ansiedade e medo é assunto que daria para escrever um livro, portanto não paramos por aqui. Em breve buscarei mais informações sobre o tema. O espaço de comentários fica a sua disposição para partilhar suas experiências com o tema, ok?

Boa sorte a todos nós, bipolares ou não,

Até próxima!

Will

Transtorno bipolar: eu resolvi amar minha condição



Oie, Will! Descobri este espaço e fiquei muito feliz pois o conteúdo é excelente! Parabéns, viu...

Li uma vez que uma mulher que diz a sua verdadeira idade é uma mulher muito perigosa, portanto, direi apenas que sou uma pós-balzaquiana...Está bem? Assim ficará melhor prá ter uma idéia.

Sinceramente, não sei se já nasci com o Transtorno Bipolar(se é que existem casos assim), mas desde que nasci fui uma bebê diferente.

Pra começar fui adotada. Adolescente, adulta e sempre uma pessoa transparente, vanguardista que sempre fez a diferença e causava inveja, agressão, temor, e uma certa liderança na sociedade.

Muito bem quista por muitos e temida por outros. Me casei com um policial, tive três filhos, a bipolaridade se acentuou de tal forma que depois de 27 anos de casamento, de muitos altos e baixos, ele não aguentou e pediu baixa.

Estou feliz com o rompimento pois também não aguentava mais, aquele militarismo, embora ele(militarismo) esteja arraigado em mim.

Sou de uma disciplina invejável, amo minhas poesias, meu jardim, meu orkut, msn, meu gato Lorenzo que está chegando, (gato mesmo, viu...), meus passeios, minhas comunidades no orkut, meu quarto, trabalhos voluntários, etç. E com tudo isto, há muito tempo estou entre a euforia e a hipomania e a depressão em mim não se aproxima mais...

Tento me focar em coisas boas e evito pensar apenas no transtorno, aliás, tiro um dia na semana prá olhar alguma novidade sobre ele e tento mentalizar a saúde, a paz, o otimismo...

Sou feliz assim. Já que a doença não tem cura, resolvi amá-la. Dou todo o carinho que ela merece, sem me entregar a ela.

Uma vez na semana, repito, vou no universo bipolar e dou uma espiada.

Pego o que for de proveito e se puder contribuir é claro, contribuo!

Abraços e luz!!

Rita

Transtorno bipolar do humor e o divórcio

Olá amigo (a) leitor (a),

Este assunto é espinhoso sobretudo porque eu experimentei um divórcio em minha vida, e pelo o fato de conhecer alguns casais que sofreram o mesmo problema. Divórcio é uma experiência de alta intensidade emocional para um individuo não bipolar, maior, se é bipolar. Não é difícil (infelizmente) observar um grande número de suicídios quando o bipolar se vê só e com um divórcio no “currículo” de vida. É como se ele fosse “falho” para ser “feliz”. Há uma desconfiança que se não deu certo seu casamento, certamente nenhum outro relacionamento será perfeito. O risco de se envolver novamente é muito grande, e nesse momento o bipolar começa a tratar seus relacionamentos de forma superficial. Mas há de chegar um momento que o bipolar se entrega por inteiro novamente, e quando isso ocorre ele pede a recíproca veementemente. Torna-se inseguro se não é correspondido a altura de suas declarações mais românticas.

Divórcio bipolar é um assunto importante e crônico. As informações de últimas pesquisas indicam que 90% dos casamentos acabam em divórcio quando um dos parceiros sofre de transtorno bipolar do humor.

Graves inconvenientes sociais associados com o comportamento irresponsável como o abuso de álcool ou drogas, assumem fator preponderante para a relação a dois ruir. Manter-se em um emprego e assumir as responsabilidades do dia-dia tornam-se martírio. É comum bipolares ficarem na caixa (INSS) com frequência.

Alem disso não é raro o bipolar experimentar casos extras no relacionamento. A traição é infelizmente comum. Para aquele que não é bipolar dentro dessa relação fica muito difícil suportar a pressão de todos esses pontos problemáticos. Daí para o divórcio é um passo.

Sou da opinião que esses números alarmantes podem ser revertidos (e essa também é a proposta desse blog), quando o bipolar submete-se a tratamento duradouro e eficaz. Acho perfeitamente que dá para o bipolar deixar esses traços no passado e viver uma vida plena e feliz. Trazendo para o seu relacionamento afetivo amadurecimento e responsabilidade. O caminho não é fácil, mas é possível. O final feliz depende de esforços no sentido de melhorar e paciência para os resultados refletirem no relacionamento.


Naturalmente relacionamento com um portador de transtorno bipolar do humor não é fácil. Haja jogo de cintura... É fundamental para tanto que o bipolar aceite sua condição, faça o tratamento e mantenha um diálogo com seu parceiro (a) baseados na transparência e sinceridade. Quando algo não está bom no relacionamento o bipolar tem que entender que parte dos problemas são reais, e outra parte (talvez a maior parte) são imaginárias. Um suporte psicológico quando as crises já estão complicando o a relação é o mais indicado para reverter a situação.

Nós bipolares temos muita instabilidade emocional. Já é difícil lidar com o mundo, imagine com alguém que convive conosco no dia-dia? Principalmente se esse alguém é uma pessoa íntima e conhece nossos “defeitos”. Não raro nossas dificuldades são confundidas com mal caratismo. E na verdade o que temos é uma doença traiçoeira e que tem tratamento, ainda bem!

Para quebrar o vínculo entre transtorno bipolar do humor e divórcio, o cônjuge saudável tem papel preponderante. Primeiramente o parceiro (a) “DEVE” acreditar que vale a pena salvar o casamento e o parceiro (a). O requisito principal é entender que o bipolar não consegue “controlar” seus sentimentos. O cônjuge com saúde deve estar preparado para gastar altas doses de paciência, compreensão e apoio para proteger o casamento e detrimento ao divórcio.

Bem gerido o controle da doença aos poucos o bipolar vai experimentando melhoras visíveis que o fazem enxergar o casamento e os relacionamentos sociais com outros olhos. A qualidade de vida aumenta ao ponto da doença não mais interferir na relação. Para isso o cônjuge saudável deve conversar com o médico e receber orientações para identificar quando uma crise está pronta para chegar com força total. Prevenir é melhor que remediar, portanto monitorar a medicação não a esquecendo de tomá-la é muito importante. O cônjuge saudável para certificar-se de dar as doses nos horários estabelecidos.

Um outro aspecto (e nisso o blog pode ajudar) é manter-se informado (a) sobre a doença. Conhecer o inimigo é a melhor forma de derrotá-lo.

E um ponto muito importante é buscar não fazer julgamentos em cima daquilo que o bipolar lhe comentar. Busque entrar em contato com o médico de forma discreta e dizer o que lhe preocupa. Bipolares gostam de ser ouvidos, mas não aceitam comentários. São prepotentes etc... Então, o risco dele ou dela interpretar o comentário de forma distorcida é grande. Com o tempo isso melhora... E o bipolar leva uma vida normal.

Na certeza que os números de divórcios possam diminuir e que a felicidade permaneça no seio de sua família, eu fico por aqui.

Não deixe de comentar e enviar seu relato, combinado?

Força a todos nós, bipolares ou não.

Até próxima,

Will

Meu parente tem transtorno bipolar do humor

Olá amigo (a) leitor (a),

Hoje vamos ouvir juntos um audio da Rádio CBN. Trata-se do divã do Gikovate. Eu particularmente gosto muito das abordagens dele. Recetemente vi no Youtube algumas palestras dele, assim como uma entrevista que ele concedeu para o Jô Soares (se não viu dê uma procura por lá, vale a pena).

Eis o audio, e depois já sabe comente!



Boa sorte para todos nós,

Até a próxima.

Will
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